PAS 2022: Setor de serviços atinge recorde de empregos e crescimento após pandemia

Setor empregou 14,2 milhões de pessoas, com 773 mil novos empregos gerados

A Pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2022, divulgada hoje pelo IBGE, mostra um recorde de 14,2 milhões de pessoas empregadas no setor de serviços, o maior número desde o início da série histórica em 2007. Esse número representa um aumento de 13,9% em relação a 2013 e uma alta de 5,8% sobre 2021, com 773 mil novos empregos gerados.

Cinco atividades concentram quase metade dos empregos no setor: Serviços de alimentação (11,6%), Serviços técnico-profissionais (11,4%), Transporte rodoviário de cargas (8,4%), Serviços para edifícios e atividades paisagísticas (8,2%) e Serviços de escritório e apoio administrativo (7,7%).

Apesar do crescimento geral, o segmento de Serviços prestados principalmente às famílias enfrentou uma queda de 3,2% durante a pandemia, mas está mostrando sinais de recuperação. O segmento de Serviços técnico-profissionais teve o maior aumento de emprego em 2022, com um crescimento de 166 mil pessoas.

Os trabalhadores do setor de serviços receberam R$ 518 bilhões em salários e remunerações em 2022. A receita operacional líquida do setor foi de R$ 2,7 trilhões, e o valor adicionado bruto alcançou R$ 1,5 trilhão. Os maiores salários médios foram no setor de Serviços de informação e comunicação (4,8 salários-mínimos), enquanto os menores foram em Serviços prestados principalmente às famílias (1,4 salários-mínimos).

O segmento de Transportes e serviços auxiliares aos transportes representou 29,8% da receita do setor, enquanto Serviços de informação e comunicação viu uma queda significativa em sua participação. A concentração de mercado das oito maiores empresas caiu de 9,5% para 6,8% da receita líquida total.

O Sudeste destacou-se como a região com a maior parte da receita do setor, com 65,4% do total nacional, e também teve os maiores salários médios. A pesquisa sublinha a recuperação do setor após a pandemia e o impacto de diferentes atividades econômicas.

Os efeitos recentes de eventos climáticos, como as chuvas no Rio Grande do Sul, não foram considerados nesta pesquisa, mas serão analisados em futuras edições.