Brasil registra criação de 85,9 mil empregos formais em abril

Houve diminuição em relação a março, com impacto da alta dos juros.

O Brasil criou 85.888 novos postos de trabalho com carteira assinada em abril, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. O saldo representa uma redução de 62,3% em relação a março, quando foram registrados 227.974 novos empregos.

A comparação anual também mostra uma queda acentuada de 63,9% nos empregos criados em abril, pressionada pelos juros altos e a desaceleração econômica. Em abril de 2025, tinham sido gerados 238.216 postos de trabalho com ajuste.

A criação de empregos em abril deste ano foi a segunda mais baixa desde 2020, superando apenas o início da pandemia, quando o país perdeu 981.342 postos. Cabe ressaltar que alterações metodológicas impedem comparações com períodos anteriores a 2020.

No acumulado de janeiro a abril deste ano, houve uma diminuição de 23,4% na geração de vagas formais, totalizando 699.762. No mesmo período de 2025, o número foi de 913.827 vagas, segundo o Caged.

Entre os setores com desempenho positivo em abril, estão serviços com 69.601 novos postos, construção civil com 23.525, e indústria com 9.256. Em contraponto, agropecuária e comércio registraram mais demissões do que contratações, com 8.378 e 8.114 vagas a menos, respectivamente.

Destaque para o segmento de saúde humana e serviços sociais nos serviços, que gerou 18.150 vagas. Na construção, o destaque foi para serviços especializados, adicionando 8.745 empregos. Na indústria, a fabricação de álcool abriu 4.522 vagas.

Em termos regionais, todas as cinco regiões do país criaram empregos. O maior número foi registrado no Sudoeste, com 44.545 postos, seguido pelo Nordeste com 18.714.

A quantidade total de trabalhadores com carteira assinada atingiu 47.810.425 em abril, indicando um aumento de 0,18% em relação a março e de 2,26% em comparação ao mesmo período do ano passado.