A Polícia Civil do Piauí divulgou nesta quinta-feira, 17, em entrevista coletiva à imprensa a lista com os nomes dos presos durante a Operação Vigiles que levantou indícios de fraudes no concurso para o Corpo de Bombeiros do Piauí realizado em 2014.
Até o momento, 27 pessoas foram presas na operação. De acordo com a Polícia Civil, entre os líderes da organização criminosa estão o advogado Evilásio Rodrigues de Oliveira Corte, que permanece preso, além do professor da rede pública estadual Cristian Alcântara Santigo e o agente da Strans Josué Modesto Brito, que estão foragidos.
Foram presos Maria Isabel, Alana Rayane, Jardeany Kossya, Miguel José, Rayssa Kelly, Cléssio Fernandes, Andrea Gomes, Helano Magalhães, Christina Cardoso, João Gabriel, Aluisio Amorim, Ângelo José, Juniel Gomes, Antônio Marcos, Anderson José, Neyrisdenis Oliveira, Dinael Monteiro, Alexandre Augusto, Manunery Pacheco, Hermeson José, Wagner Brandão, Emerson Araújo, Gessyel Antônio, Valéria Vanessa, Jardel Pessoa, Evilásio Rodrigues (o advogado) e Maria José.
Os foragidos foram identificados como Cristian Alcântara Santigo (professor), Josué Modesto Brito (agente da Strans), Gabriel Alves, Evelyn Oliveira, Jackeline Alves Brandão, Italo César, Bruno Carvalho, Francisco Lailson e Janayra Pessoa.
O secretário de Segurança, Fábio Abreu, explica que o grupo criminoso era bem articulado e contava com a participação de fiscais do concurrso. Maria Isabel e Alana Rayane, que são mãe e filha, trabalharam como fiscais durante o certame e eram responsáveis por fotografar a prova e vazar a prova para os demais membros da organização criminosa.
"As fiscais tinham acesso as provas, minutos antes, tiravam fotos e repassavam para alguns candidatos ou mesmo para os chefes da quadrilha, que faziam a distribuição. Com essa operação, nosso objetivo é fazer com que as pessoas que realmente estudam, tenham a oportunidade de fazer e passar no concurso, de forma limpa, por merecimento", disse Fábio Abreu.
O vazamento das provas se dava por meio das fiscais. Já o gabarito era repassado por outros integrantes da quadrilha por meio de mensagens via celular. O professor era uma das pessoas responsáveis por responder as provas, bem como universitários.
O coordenador da operação Vigiles, delegado Kleidson Ferreira, explica que o grupo atuava de várias formas. Ele explica que os detectores de metal nem sempre eram suficientes para captar os sinais dos aparelhos. "O grupo criminoso se utilizou de recursos que impedem a captação do sinal", resumiu.
O delegado acrescenta que a maioria dos envolvidos são amigos ou têm amigos em comuns. "Eles criavam uma rede. É uma quadrilha do Piauí que atuava em outros concursos e também em vestibulares", reitera.
Jardel PessoaFoto: Divulgação Polícia Civil
Gessyel AntonioFoto: Divulgação Polícia Civil