Na teleconferência de resultados do terceiro trimestre, realizada nesta quinta-feira, 10/11, a Oi fez questão de enfatizar que a divergência financeira com a Anatel -a operadora apresentou R$ 11,1 bilhões e a agência reguladora, R$ 20,2 bilhões, 'não é tão significativa assim'. De acordo com o diretor de Assuntos Regulatórios da Oi, Carlos Eduardo Monteiro, a divergência entre as partes envolve R$ 1,3 bilhão.
"Dos 20,2 bilhões divulgados pela Anatel, R$ 5,7 bilhões são créditos tributários, fundos setoriais, taxas da Anatel do ônus da concessão. Com isso, o montante cai para R$ 14,6 bilhões. Na recuperação judicial, nós incluímos um valor 'ilíquido', ou seja, ainda em julgamento, de R$ 2,2 bilhões. Com isso, a diferença cai para R$ 1,3 bilhão, que no momento oportuno, para não impactar a mediação, será discutido com a Anatel. Acreditamos ter argumentos sólidos para apresentar essas contas", colocou o executivo.
A mediação com a Anatel - marcada pela 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, responsável pela Recuperação judicial da OI - ficou, agora, para o dia 22 de novembro - estava agendada para o dia 16. Mas não se sabe, efetivamente, se a Anatel irá ou não comparecer, uma vez que a agência entende que essa negociação fica com a Advocacia geral da União, AGU, que responde pelo poder Executivo.
Carlos Eduardo Monteiro também não se mostrou muito entusiasmado com a possibilidade de o PL 3453, que desregulamenta o setor de Telecom e permite transformar a concessão em autorização, venha a ser aprovada ainda nesse ano legislativo. "É uma opinião pessoal, mas acho que é cada vez mais remoto sair ainda esse ano. Pode sair no retorno do recesso parlamentar em 2017, mas vislumbro mesmo no começo do segundo trimestre de 2017".
Oi diz que divergência com a Anatel é de R$ 1,3 bilhão
De acordo com o diretor de Assuntos Regulatórios da Oi, Carlos Eduardo Monteiro, a divergência entre as partes envolve R$ 1,3 bilhão
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