Com frota sucateada, Silvio Mendes sinaliza aumento na tarifa de ônibus em Teresina

O prefeito de Teresina afirma que impacto da guerra no Oriente Médio aumentou combustíveis e pode influenciar no transporte público da capital

O prefeito de Teresina, Silvio Mendes disse que pode aumentar a passagem do transporte coletivo da capital devido o aumento do preço da gasolina. A declaração foi dada nesta quinta-feira (12). 

O preço da tarifa do transporte público de Teresina é R$ 4,00 a inteira e R$ 1,35 a estudantil desde 2019, ou seja, são sete anos sem reajuste. Segundo o prefeito, o transporte coletivo chegou a transportar mais de 60% da população, atualmente transporta apenas 11% dos teresinenses.

O prefeito destacou que a Guerra no Oriente Médio está afetando a economia do mundo inteiro e os impactos já estão chegando na capital. "Compromete a economia do mundo inteiro, aumenta combustível, aumenta o custo de vida, o preço do supermercado, aumenta tudo. Então vamos esperar e ver o que vai acontecer", afirmou

O gestor ressaltou, no entanto, que qualquer decisão deve ser tomanda com cautela e ouvindo os setores da sociedade. "A população não aguenta aumento de imposto. É preciso ter muita cautela. Mas, se for preciso a gente discute e faz o que a população, a quem devemos servir, decidir. A população sempre decide", disse.

Preço da gasolina já aumentou

O preço da gasolina já pesa no bolso dos piauienses, em alguns postos já atinge R$ 6,89. O salto é reflexo da guerra no Oriente Médio, que elevou o barril de petróleo acima de US$ 100. 

Relatos de empresários do setor em Teresina revelam que o aumento não parte dos donos de postos, mas das distribuidoras (como Vibra, Shell e Petronac), que já repassaram altas significativas nas notas fiscais. 

Um revendedor local detalhou que a gasolina comum, comprada a R$ 5,26 no final de fevereiro, saltou para R$ 6,29 nesta segunda-feira (9), tornando o preço final ao consumidor inevitavelmente mais alto. 

A situação é agravada pela escassez de oferta para postos de "bandeira branca" (sem contrato de exclusividade), que estão ficando em segundo plano nas entregas das grandes companhias.