Com a chegada do final de ano, aumenta número de pedintes nas ruas de Teresina

Problema social é mais perceptível nesta época do ano, quando aumenta o número de pessoas pedindo nas ruas da cidade

Um problema social que é comum nas ruas do Centro de Teresina se intensifica no período de final de ano: a ocorrência de pessoas pedintes. A Secretaria Municipal de Trabalho, Cidadania e Assistência Social (SEMTCAS) atribui este crescimento a dois fatores principais. A gerente de Proteção Social especial da SEMTCAS, Iracilda Braga, afirma que a ‘solidariedade’ das pessoas nesta época e o maior fluxo no comércio no centro da capital motivam o aumento do número de pessoas pedintes no Centro.

“De fato, aumenta o número de pessoas utilizando de estratégias diversas no espaço da rua nesse período. Por que? É o período natalino, as pessoas vão mais à rua para consumir, as pessoas estão mais solidárias, então, aumenta sim o número de pessoas no espaço da rua pedindo”, afirma.

Além de pessoas de Teresina, pedintes de Timon e outras cidades vizinhas costumam vir à capital. “É de Teresina, de Timon, vêm de outras cidades, porque Teresina é um atrativo nesse sentido”, conta.

A SEMTCAS afirma que atua no sentido de abrigar pessoas sem assistência social e de fazer aconselhamento e direcionamento para um serviço, e que esse trabalho é reforçado no período de final de ano.

“A gente continua com a Casa do Caminho aberta para atender essa população, na questão do pernoite, e o Centro Pop, como referência de atendimento para essas pessoas, e as esquipes de SEAS (Serviço de Abordagem no Espaço da Rua), que ficam mais atentas e fazem a abordagem desse pessoal”, afirma Iracilda Braga.

A gerente de proteção social conta que embora haja o aconselhamento e direcionamento, nem sempre é fácil haver efetividade, já que a rua é um espaço público e as pessoas podem se locomoverem livremente. Em caso de crianças ou adolescentes na situação de pedintes ou abandono na rua, a atuação é direcionamento à família ou ao conselho tutelar.

“A gente não tem como tirar de lá. As pessoas são livres para estarem no espaço da rua, nosso trabalho é de conversar, de sensibilizar, tentar encaminhar para um serviço. Se é criança ou adolescente, aciona-se a família ou o conselho tutelar para tirar a criança ou o adolescente dessa situação. Mas se são pessoas adultas, e a maioria dos casos é de pessoas adultas, elas têm o direito de estarem ali no espaço da rua. Então nosso trabalho é sensibilização, é tentar encaminhar para um serviço”.