O atendimento às pessoas vítimas de arma de fogo aumentou 30,7% e às de vítimas de arma branca 32,6%, se comparados com o mesmo período do ano passado no Hospital de Urgências de Teresina (HUT).
Este ano, foram atendidas no HUT 468 vítimas de arma branca, 319 vítimas de arma de fogo, 175 espancamentos e 68 por outros meios. Incluindo todos os motivos de entrada de pessoas vítimas de agressão física no Hospital, o aumento foi de 11,3%.
O cirurgião geral e diretor geral do HUT, Gilberto Albuquerque, disse que esse tipo de paciente requer um atendimento rápido e especializado. “Esses pacientes, geralmente, são muito graves e necessitam de atendimento imediato. O HUT possui equipes de plantão 24 horas para o atendimento de pessoas vítimas do trauma. Quanto mais rápido for o atendimento, maior será a chance da equipe de salvar a vida do paciente e, consequentemente, menor será o risco dele ficar com sequelas graves”, explicou.
O diretor disse ainda que durante os finais de semana e feriados prolongados esse tipo de atendimento costuma aumentar em torno de 30% com relação aos dias normais. “Como já temos essa previsão, nos preparamos para receber essa demanda maior nos finais de semana e feriados. Temos nove salas de cirurgias que funcionam 24 horas, contabilizando no final do mês mais de 1.300 cirurgias. Ano passado o HUT foi o hospital do Brasil que mais fez reconstrução de face. Realizamos 576 cirurgias de reconstrução de face, seguido do Instituto Dr. José Frota (Fortaleza – CE), com 554 cirurgias, e do Hospital Regional de Arapiraca (AL), com 501 procedimentos. Muitos desses pacientes são vítimas de agressão”, comentou.
Para agilizar ainda mais o atendimento o HUT abriu recentemente uma porta exclusiva para pacientes mais graves encaminhados pelas ambulâncias de suporte avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Essa nova medida facilitou ainda mais o acesso desses pacientes e aumentou a chance de salvar mais vidas.
O médico Nagele Lima, gerente do Pronto Atendimento do HUT, especialista em urgência e emergência e cardiologia, explica que o tempo é crucial para esse tipo de paciente e essa nova medida tem facilitado mais o acesso e contribuído para minimizar os riscos de sequelas graves. “Com esse acesso direto à sala de estabilização estamos conseguindo diminuir bastante o tempo do primeiro atendimento. Isso é muito importante, pois estamos conseguindo salvar mais vidas”, destacou o médico.