As partidas certamente não têm a qualidade técnica daquelas válidas pelas grandes ligas, mas não faltam tradição, entrega em campo e furor nas arquibancadas. Torcidas de oito estados diferentes estão mostrando que existe vida no futebol brasileiro. Basta saber estimulá-la.
A Série C entrou em sua reta final. No sábado, foi realizado o último jogo de ida da fase de quartas de final. No próximo fim de semana começaremos a saber quais as equipes – entre Brasil, Fortaleza, Vila Nova, Portuguesa, Tupi, ASA, Confiança e Londrina – jogarão a Série B do Brasileiro no ano que vem.
Os jogos de ida foram mais uma demonstração, entre tantas, de que basta dar um calendário de ano inteiro e a possibilidade de disputar títulos que as torcidas voltam a aparecer. No total, os quatro jogos de ida levaram cerca de 48 mil pessoas aos estádios Bento Freitas, Serra Dourada, Helenão e Batistão. É mais ou menos o que deve receber o Castelão no sábado que vem.
Em Aracaju, mais de 12 mil torcedores do Confiança foram ao Batistão apoiar o Dragão contra o Londrina. Houve grande festa com direito a bobinas e papel picado, o GIGANTE PROLETÁRIO fez valer o fator local e foi para cima do adversário, mas o placar sem gols acabou sendo mais interessante para o campeão paranaense de 2014, cuja torcida deve lotar o Estádio do Café no próximo domingo.
O Vila Nova carregou 23 mil torcedores para o Serra Dourada e saiu de lá com uma vitória de 1 a 0 sobre a Portuguesa, gol do volante Ramires. Mas a notícia da partida ficou mesmo por conta da torcida, que tem comparecido em bom número aos jogos do Tigrão pela Série C. A média de público do Vila Nova na competição é de 14,8 mil torcedores, segundo o site Trivela. E ai de quem duvide que a torcida da Lusa não vai responder à altura no jogo da volta.
Em Juiz de Fora, o jogo entre Tupi e ASA ficou marcado pela polêmica entre as duas diretorias, tendo como pivô a arbitragem na vitória dos mineiros por 2 a 0. O clube alagoano reclamou de um gol anulado e a direção do Tupi respondeu com uma nota oficial, afirmando que com “um mínimo conhecimento das regras do jogo é possível refutar as hipóteses levantadas”. Embora em menor número, quase quatro mil torcedores do Galo Carijó fizeram bonito na arquibancada.
No sábado, aconteceu o último jogo de ida das quartas de final. O Brasil de Pelotas recebeu o Fortaleza em um Bento Freitas parcialmente interditado e com arquibancadas móveis para acomodar cerca de oito mil apaixonados xavantes, que fizeram a tradicional festa fora e dentro do estádio. No campo encharcado, o jogo foi mais brigado do que jogado, mas o Brasil soube se impor como time da casa e sair com a vantagem de 1 a 0. Antes da partida, notícias davam conta de que os torcedores do Fortaleza já haviam adquirido 40 mil ingressos para o jogo da volta no Castelão. Imagina a festa.
Não vai aqui nenhum libelo em favor do improviso, dos salários atrasados, dos estádios enjambrados, das condições precárias e de como a paixão das torcidas pelos seus times supera tudo isso. É apenas mais uma constatação de que há muita vida no futebol brasileiro para além das arenas modernas e das polpudas cotas de TV.
Um dos raros acertos da CBF nos últimos anos, aliás, foi qualificar a Série C e criar a Série D, proporcionando aos clubes pequenos (muitos deles tradicionais) um calendário de ano inteiro e a possibilidade de disputar títulos. Em tempos de reflexões sobre os rumos do nosso futebol, fica comprovado outra vez que fortalecer estes clubes faz parte da solução.
A Série C entrou em sua reta final. No sábado, foi realizado o último jogo de ida da fase de quartas de final. No próximo fim de semana começaremos a saber quais as equipes – entre Brasil, Fortaleza, Vila Nova, Portuguesa, Tupi, ASA, Confiança e Londrina – jogarão a Série B do Brasileiro no ano que vem.
Os jogos de ida foram mais uma demonstração, entre tantas, de que basta dar um calendário de ano inteiro e a possibilidade de disputar títulos que as torcidas voltam a aparecer. No total, os quatro jogos de ida levaram cerca de 48 mil pessoas aos estádios Bento Freitas, Serra Dourada, Helenão e Batistão. É mais ou menos o que deve receber o Castelão no sábado que vem.
Em Aracaju, mais de 12 mil torcedores do Confiança foram ao Batistão apoiar o Dragão contra o Londrina. Houve grande festa com direito a bobinas e papel picado, o GIGANTE PROLETÁRIO fez valer o fator local e foi para cima do adversário, mas o placar sem gols acabou sendo mais interessante para o campeão paranaense de 2014, cuja torcida deve lotar o Estádio do Café no próximo domingo.
O Vila Nova carregou 23 mil torcedores para o Serra Dourada e saiu de lá com uma vitória de 1 a 0 sobre a Portuguesa, gol do volante Ramires. Mas a notícia da partida ficou mesmo por conta da torcida, que tem comparecido em bom número aos jogos do Tigrão pela Série C. A média de público do Vila Nova na competição é de 14,8 mil torcedores, segundo o site Trivela. E ai de quem duvide que a torcida da Lusa não vai responder à altura no jogo da volta.
Em Juiz de Fora, o jogo entre Tupi e ASA ficou marcado pela polêmica entre as duas diretorias, tendo como pivô a arbitragem na vitória dos mineiros por 2 a 0. O clube alagoano reclamou de um gol anulado e a direção do Tupi respondeu com uma nota oficial, afirmando que com “um mínimo conhecimento das regras do jogo é possível refutar as hipóteses levantadas”. Embora em menor número, quase quatro mil torcedores do Galo Carijó fizeram bonito na arquibancada.
No sábado, aconteceu o último jogo de ida das quartas de final. O Brasil de Pelotas recebeu o Fortaleza em um Bento Freitas parcialmente interditado e com arquibancadas móveis para acomodar cerca de oito mil apaixonados xavantes, que fizeram a tradicional festa fora e dentro do estádio. No campo encharcado, o jogo foi mais brigado do que jogado, mas o Brasil soube se impor como time da casa e sair com a vantagem de 1 a 0. Antes da partida, notícias davam conta de que os torcedores do Fortaleza já haviam adquirido 40 mil ingressos para o jogo da volta no Castelão. Imagina a festa.
Não vai aqui nenhum libelo em favor do improviso, dos salários atrasados, dos estádios enjambrados, das condições precárias e de como a paixão das torcidas pelos seus times supera tudo isso. É apenas mais uma constatação de que há muita vida no futebol brasileiro para além das arenas modernas e das polpudas cotas de TV.
Um dos raros acertos da CBF nos últimos anos, aliás, foi qualificar a Série C e criar a Série D, proporcionando aos clubes pequenos (muitos deles tradicionais) um calendário de ano inteiro e a possibilidade de disputar títulos. Em tempos de reflexões sobre os rumos do nosso futebol, fica comprovado outra vez que fortalecer estes clubes faz parte da solução.