Um jovem de 21 anos foi preso pela Polícia Civil (PC), na tarde de segunda-feira (11), depois de ter assassinado o pai de 54 anos a facadas durante um ritual de "purificação", no bairro São Geraldo, na região Leste de Belo Horizonte. A vítima foi achada em sua casa no dia em que completaria 55 anos. Ele estava em avançado estado de decomposição, já que o crime foi cometido há cerca de nove dias.
Familiares e vizinhos notaram a ausência de Maurício Majella Moura e chamaram a polícia. A vítima vivia sozinha e o suspeito, que tem problemas mentais, em uma casa nos fundos.
Conforme o delegado Emerson Morais, o autor do crime será encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde passará por um exame de sanidade mental, que atestará se ele realmente é portador de esquizofrenia. "No dia do crime ele foi a casa do pai e pediu um café. Ao ir a cozinha, ele disse ter ouvido várias vozes de entidades espirituais dizendo que o pai já estava morto e que o corpo dele havia sido tomado por um espírito maligno. Foi por isso que ele pegou uma faca e golpeou o pai, que estava deitado no sofá, diversas vezes", conta o policial.
Moura foi encontrado depois que o irmão, que vivia próximo de sua casa, estranhou o seu sumiço. "Encontramos no local apenas o cabo da faca. A lâmina pode ter ficado dentro do corpo. Devido ao estado de decomposição, não foi possível precisar pela perícia o número de facadas que foram dadas", explica.
As roupas do filho, sujas de sangue, foram localizadas no banheiro da casa. Em seu depoimento após ser detido pela equipe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o suspeito contou que tirou a roupa, colocou vestimentas do pai e foi à um shopping, onde jogou a chave da casa no lixo.
Desde então o suspeito vivia na casa dos fundos como se nada tivesse acontecido. Questionado se não ficou incomodado com o forte cheiro que saía da residência do pai, o jovem afirmou que, como é espírita, usa muito incenso na casa, o que teria disfarçado o mau cheiro.
Sem diagnóstico
Em contato com familiares da vítima, a reportagem de O TEMPO descobriu que Moura era psicólogo por formação. "Ele não aceitava o diagnóstico de outros profissionais sobre o filho. Não permitia que ele tomasse remédio ou fosse internado", contou um tio do suspeito. Além disso, a vítima não era muito bem vista na vizinhança. Até mesmo seu irmão afirmou não gostar muito de seu comportamento.
Familiares e vizinhos notaram a ausência de Maurício Majella Moura e chamaram a polícia. A vítima vivia sozinha e o suspeito, que tem problemas mentais, em uma casa nos fundos.
Conforme o delegado Emerson Morais, o autor do crime será encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde passará por um exame de sanidade mental, que atestará se ele realmente é portador de esquizofrenia. "No dia do crime ele foi a casa do pai e pediu um café. Ao ir a cozinha, ele disse ter ouvido várias vozes de entidades espirituais dizendo que o pai já estava morto e que o corpo dele havia sido tomado por um espírito maligno. Foi por isso que ele pegou uma faca e golpeou o pai, que estava deitado no sofá, diversas vezes", conta o policial.
Moura foi encontrado depois que o irmão, que vivia próximo de sua casa, estranhou o seu sumiço. "Encontramos no local apenas o cabo da faca. A lâmina pode ter ficado dentro do corpo. Devido ao estado de decomposição, não foi possível precisar pela perícia o número de facadas que foram dadas", explica.
As roupas do filho, sujas de sangue, foram localizadas no banheiro da casa. Em seu depoimento após ser detido pela equipe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o suspeito contou que tirou a roupa, colocou vestimentas do pai e foi à um shopping, onde jogou a chave da casa no lixo.
Desde então o suspeito vivia na casa dos fundos como se nada tivesse acontecido. Questionado se não ficou incomodado com o forte cheiro que saía da residência do pai, o jovem afirmou que, como é espírita, usa muito incenso na casa, o que teria disfarçado o mau cheiro.
Sem diagnóstico
Em contato com familiares da vítima, a reportagem de O TEMPO descobriu que Moura era psicólogo por formação. "Ele não aceitava o diagnóstico de outros profissionais sobre o filho. Não permitia que ele tomasse remédio ou fosse internado", contou um tio do suspeito. Além disso, a vítima não era muito bem vista na vizinhança. Até mesmo seu irmão afirmou não gostar muito de seu comportamento.