Constatada diferença de 700% entre seguro de vida e acidentes pessoais

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 A contratação de um seguro de vida ou acidentes pessoais é uma opção buscada por muitas pessoas que desejam evitar problemas provocados por imprevistos que podem surgir a qualquer momento e que desestruturam a estabilidade financeira das famílias.



Porém, a PROTESTE Associação de Consumidores alerta: para evitar dores de cabeça e escolher o plano mais adequado, é preciso analisar as vantagens e desvantagens de cada tipo de seguro, verificando qual deles atende de fato as necessidades pessoais e da família. Além de pesquisar bastante, já que a economia mensal pode chegar a mais de 700%, dependendo dos produtos ofertados pelas seguradoras.



Essa diferença foi constatada na comparação entre um seguro de vida tradicional (R$ 244, 98) e um de acidentes pessoais (R$ 28,46) de uma mesma empresa, a Bradesco Seguros, para o perfil de uma mulher de 50 anos, com capital segurado de R$ 150 mil.



Há dois modelos de seguros disponíveis no mercado: o seguro de vida tradicional e de acidentes pessoais.


A principal diferença entre eles está na abrangência da cobertura básica. O seguro de vida garante aos beneficiários a indenização em caso de morte natural ou acidental do segurado. O de acidentes pessoais indeniza apenas em caso de morte acidental.



Além das indenizações, outra vantagem oferecida por ambos os seguros é que os valores recebidos pelos beneficiários não entram no inventário – e, portanto, não podem responder por eventuais dívidas deixadas pelo segurado.



As duas categorias de seguros também podem oferecer coberturas adicionais como invalidez por acidente ou doenças graves (especificadas no contrato), auxílio funeral, entre outras.



Mas é preciso atenção redobrada quanto às coberturas adicionais dos seguros de vida. Pesquisa recente da PROTESTE feita com 9 empresas e 17 planos apontou que nenhum deles oferecia integralmente as coberturas adicionais mais procuradas, como doenças graves (câncer e aids), invalidez por acidente, morte do cônjuge e invalidez por doença funcional - que não aparece em exames laboratoriais.



Para quem dispõe de um baixo orçamento, a PROTESTE indica os seguros de acidentes pessoais. Eles costumam ser mais baratos do que os seguros de vida tradicionais, justamente por não terem a cobertura por morte natural.



Para saber qual capital contratar, a PROTESTE orienta que o ideal é calcular todas as despesas que a família teria, caso o titular não possa arcar com elas. Também é preciso levar em consideração o tempo que o titular consideraria necessário para a família recuperar a estabilidade financeira.



Quem optar por contratar o seguro de vida também precisa ficar atento para situações que não são cobertas, como morte ou invalidez decorrente de atos de operação ou de guerra, doenças preexistentes não declaradas na proposta de seguro, fenômenos da natureza e suicídio e suas tentativas, nos dois primeiros anos de vigência do contrato.