Conselhos vão tentar de novo barrar Mais Médicos

ntidades médicas de todo o país iniciam hoje nova ofensiva para barrar o trabalho de médicos formad

Entidades médicas de todo o país iniciam hoje nova ofensiva para barrar o trabalho de médicos formados no exterior no programa Mais Médicos. Presidentes dos conselhos regionais de Medicina (CRMs) e do Conselho Federal de Medicina (CFM) fazem reunião, em Brasília, para preparar o contra-ataque, depois que o govemo conseguiu aprovar em comissão do Congresso proposta que transfere ao Ministério da Saúde a incumbência de conceder os registros de trabalho a médicos formados no exterior que atuam no programa Mais Médicos.

Ainda há 372 médicos, entre estrangeiros e brasileiros formados no exterior, que já passaram por treinamento, mas estão impedidos de trabalhar por falta de registro provisório. Oito conselhos regionais não emitiram sequer um registro de trabalho.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu a medida, que ainda precisa de aprovação nos plenários da Câmara e do Senado. Porém, tentou minimizar o atrito com as entidades, sob o argumento de que os conselhos continuarão a fiscalizar os profissionais do programa.

— Isso pode agilizar a presença dos médicos, sem abrir mão do papel de fiscalização dos conselhos. E pode ajudar muito para que fique claro que esse médico só vem para o Brasil para atender a população que mais precisa. Ele vai ter dedicação exclusiva ao SUS (Sistema Único de Saúde) e não vai poder ter consultório privado.