Chefões do Comando Vermelho são transferidos para o mesmo presídio de Beira-Mar

Os criminosos foram presos durante megaoperação nos Complexos do Alemão e da Penha no Rio de Janeiro

Sete chefes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) começaram a ser transferidos nesta quarta-feira (12/11) do Complexo de Gericinó (Bangu 1), no Rio de Janeiro, para o Sistema Penitenciário Federal (SPF). A operação é uma resposta aos recentes ataques registrados no Grande Rio após a megaoperação nos Complexos do Alemão e da Penha.

Os criminosos, que juntos somam quase 500 anos de prisão em penas, foram levados sob forte escolta do Grupamento de Intervenção Tática (GIT) até o Aeroporto do Galeão e de lá embarcaram para unidades de segurança máxima distribuídas pelo país.

O primeiro destino divulgado é a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, a mesma unidade que abriga Fernandinho Beira-Mar. No entanto, o Ministério da Justiça e a Polícia Penal Federal garantem que os transferidos não terão contato com Beira-Mar nem entre si, seguindo o rigoroso regime de isolamento do sistema federal para cortar a comunicação entre lideranças e suas bases.

Após Catanduvas, os presos serão redistribuídos para outras unidades federais, como Mossoró (RN), Brasília (DF), Campo Grande (MS) e Porto Velho (RO).

A transferência foi autorizada pela Vara de Execuções Penais (VEP) do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, atendendo a um pedido do Ministério da Justiça e da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio, que apontaram risco de novos ataques caso os líderes permanecessem no sistema estadual. A estratégia visa enfraquecer a comunicação entre os chefes e os demais integrantes da facção. Com a operação, o Rio de Janeiro passa a ser o estado com o maior número de presos sob custódia federal, totalizando 66 custodiados de alta periculosidade.

Os sete líderes do Comando Vermelho transferidos são: