A noite de sábado (25/04) em Teresina não foi apenas mais uma data no calendário. Foi a noite em que a música eletrônica, a tecnologia de ponta e a força do povo piauiense se encontraram para escrever uma página dourada na história do Estado. O show do superstar global DJ Alok, realizado na Arena Carhoo, no bairro Gurupi, foi grandioso sob todos os aspectos e, mais do que isso, desmoralizou de forma categórica a tentativa da oposição de acabar com a festa em nome de uma falsa e mesquinha "economia de palito".
Nos dias que antecederam o evento, uma pequena parcela da oposição, inconformada com a visão de progresso do governo estadual, tentou impor um veto ao espetáculo. Uma decisão liminar inicial, baseada em questionamentos sobre o patrocínio público de R$ 1,8 milhão, ameaçou cancelar o sonho popular.
Contudo, a Justiça, em sábia decisão, reconheceu a natureza privada do evento e o papel do Estado como patrocinador, prática comum e legal em grandes produções nacionais, como Rock in Rio e Lollapalooza.
A liberação no dia do show não foi apenas um ato técnico; foi um momento vibrante que mexeu profundamente com a autoestima do piauiense, provando que a vontade da maioria e o bom senso prevalecem sobre a birra política.
A tecnologia, no entanto, foi o veículo para uma mensagem de carinho à cultura local. Os drones formaram a bandeira do Piauí, o nome do Estado, e prestaram uma belíssima homenagem às nossas origens com imagens das pinturas rupestres da Serra da Capivara e da cajuína. O coração do piauiense bateu mais forte ali.
Aquecimento econômico
Não bastasse o show de talento, o evento trouxe um retorno financeiro robusto para o Estado. A movimentação injetou mais de R$ 50 milhões na economia local. Os hotéis ficaram lotados com os mais de 10 mil turistas que desembarcaram na cidade, bares e restaurantes registraram vendas recordes, e os ambulantes zeraram seus estoques.
E o ponto alto da noite veio no encerramento. Com a humildade e o senso de responsabilidade social que o tornaram um dos maiores artistas do mundo, Alok calou as críticas com ações concretas. Visivelmente emocionado, o DJ anunciou que faria a doação de R$ 1 milhão do seu próprio bolso e de seu instituto para ações de saúde e turismo no Piauí. Além disso, reforçou seu compromisso com o estado, citando projetos já existentes, como o que leva água potável para mais de mil famílias em Parnaíba.
A escolha de Teresina, segundo o próprio Alok, foi uma questão de reconexão afetiva. "Há muito tempo não vinha para Teresina. Queríamos voltar a lugares onde não temos ido com frequência", afirmou o artista. Em suas falas, o músico foi categórico ao negar que tenha qualquer "trauma" com o Piauí ou envolvimento em disputas políticas, afirmando que seu compromisso é unicamente com o povo e com a música.
O show do DJ Alok em Teresina foi a prova final de que investir em cultura, turismo e lazer é um caminho sem volta. Mais do que entretenimento, o "Áurea Tour" foi um catalisador de alegria, renda e, acima de tudo, um resgate da crença no potencial do Piauiense. A tentativa de estragar a festa fracassou. A música venceu.
Se fosse medida como os terremotos, a grandiosidade do show do Alok em Teresina teria chegado a 9.5 na escala Richter, a maior já registrada na história.