Por Deusval Lacerda de Moraes
A ausência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva do processo eleitoral brasileiro de 7 outubro, em que desponta como favorito para se eleger pela terceira vez ao Palácio do Planalto, que está preso sem cometimento de crime, é hediondez sem limites, além de covardia incivilizada contra a pessoa humana e estupro ao Estado Democrático de Direito.
Sabe-se que tamanha ignorância, estupidez e abusividade está acontecendo em razão do Brasil, oficialmente, a partir de 31 de agosto de 2016, encontrar-se sob o jugo inexorável do golpe parlamentar-constitucional-judicial.
A tomada do poder da União se deu através do conchavo entre as duas Casas do Congresso Nacional e a ratificação pelo Supremo Tribunal Federal ao aceitar a chicana de ter sido violado pela presidente Dilma Rousseff o artigo 85 da Constituição Brasileira, que trata do crime de responsabilidade do Presidente da República.
Todo brasileiro minimamente informado sabe, dos golpistas às vítimas do golpe, que tudo isso só ocorreu por única e simples razão: perseguir o Lula sistematicamente para inviabilizar a sua atuação e carreira política.
E o pior é que os próceres do golpe - a elite, a direita e a grande mídia - estão conseguindo o seu intento. Pois através do lawfare, que é a utilização dos poderes da República em perseguição política do adversário, estão usurpando o cargo supremo do Estado brasileiro que o povo está decido a entregar ao líder popular.
Para se ter ideia do rasgamento constitucional, a prisão do Lula foi em infringência do artigo 5*, inciso LVII, da Carta Magna do País, que assevera a todos os brasileiros prisão somente depois da sentença transitar em julgado.
Para tal estado de coisas só há uma definição: a violência e desumanidade contra o ser humano igualável às agruras impostas pelos mandonistas antepassados aos negros no período da escravidão. É, pois, a herança maldita do grupo dominante forjada na história das injustiças perpetradas no decorrer do processo de formação da sociedade brasileira.
Tanto que o Papa Francisco se manifesta constantemente contra o martírio do Lula. E, por último, o Comitê de Direitos Humanos da ONU reconheceu a transgressão do artigo 25 do Pacto dos Direitos Civis do Órgão e a consequente ocorrência de danos irreparáveis a Lula na tentativa de impedi-lo de concorrer às eleições presidenciais.
Apesar do Brasil ter incorporado no ordenamento jurídico pátrio o Protocolo Facultativo que reconhece a jurisdição do Comitê de Direitos Humanos da ONU, o Tribunal Superior Eleitoral, afinado com o status quo golpista, ignorou as tratativas brasileiras internacionais para continuar na cruzada institucional contra Lula.
Mas engana-se quem pensa que, dessa maneira, Lula está ausente do pleito eleitoral. Pelo contrário, o candidato substituto, o petista Fernando Hadadd, é um grande conhecedor do espírito, das ideias e dos projetos políticos do Lula. Pois foi o formulador dos programas econômicos e sociais do Lula com vistas às eleições.
Formado em Direito na USP, mestre em Economia na USP, doutor em Filosofia na USP e professor de Ciência Política da USP, foi também ministro da Educação e prefeito de São Paulo.
Bom rapaz, bom caráter e bom gestor e governante. Fernando Hadadd é o homem certo na hora certa para adotar as políticas públicas governamentais inspiradas no ideário do Lula em benefício de todos os estratos sociais brasileiros.
E para completar a boa nova, os piauienses de boa-fé elegerão no mesmo pleito eleitoral: Wellington Dias, governador do Piauí, Regina Sousa, vice-governadora, e para o Senado Federal Ciro Nogueira e Marcelo Castro em primeiro lugar.
Dito isto, pode-se concluir que os golpistas jogaram com os burros nágua em todos os sentidos, pois se achavam que iriam se livrar do Lula no comando da Nação, enganaram-se redondamente, pois Lula é o modelo perfeito para se empreender de verdade a salutar governação do Brasil.