Nas viagens ao Nordeste, Bolsonaro parece inimigo andando na região

Bolsonaro se mantém sempre bélico, não consegue passar mensagem de paz e acaba hostilizado por onde anda

Como está sempre em guerra com alguém, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) acaba sendo hostilizado por onde passa. Agora, como vive momento de calundu com os governadores do Nordeste, quando viaja para qualquer estado da região ele parece um inimigo e clandestino.

Sem medir consequências do que fala e com sua peculiar arrogância, Bolsonaro não é recebido pelos governadores e acaba isolado do povo desde a chegada até a saída, tudo por medo de vaias e outras manifestações hostís.

Depois da redemocratização do País um presidente nunca foi tão hostilizado por onde passa em pouco tempo de mandato quanto Bolsonaro. No Nordeste é quase um inimigo. Até a imprensa é áspera com ele como nunca foi com outros chefes do governo federal.

No início da semana passada (23.07), Bolsonaro foi a Vitória da Conquista, na Bahia, inaugurar o Aeroporto Glauber Rocha, construído pelo governo do Estado com ajuda da então presidenta Dilma Rousseff, ambos do PT. A obra foi concluído no fim do governo do golpista Michel Temer (MDB).

Ou seja, o presidente fez a primeira inauguração em sua gestão. Inaugurou uma obra construída por governos petistas, mas sem a presença do povo e nem do governador Rui Costa (PT) e dos vereadores da cidade beneficiada.

Em Vitória da Conquista só pessoas escolhidas e autorizadas por Bolsonaro puderam ir à inauguração do aeroporto. Uma nova solenidade de inauguração aberta para o povo baiano será realizada pelo governo da Bahia.

Em seguida à viagem da Bahia, Bolsonaro foi a Manaus, no Amazonas. Lá também enfrentou protestos e foi hostilizado. Com raiva, abandonou entrevista à Imprensa quando foi perguntado sobre uso de helicóptero da FAB para levar parentes dele ao casamento do filho Eduardo Bolsonaro, no Número 2.

Apesar de dizer que não, Bolsonaro já demonstrou que tem ódio do Nordeste. E com razão. Levou uma surra de votos na região na eleição de 2018. Ou seja, o Nordeste também já demonstrou que não tolera Bolsonaro.