O drama das demissões e redução de contratos milionários no Grupo Globo é real. E a causa é a queda no faturamento, no faturamento os altos salários e a decisão da Família Marinho de não perder lucros, privilégios e não mudar, jamais, o rico e luxuoso modo de vida dos herdeiros do "Dr. Roberto".
A receita dos Marinhos para manter seus impérios pessoais e familiares é igual à de todas os outros donos e donas de grandes e pequenas empresas: reduzir custo e despesas. E, como sempre, os primeiros a pagar o pato são os trabalhadores, os empregados.
Assim, seguindo a receita dos "Barões da Mídia", as demissões na Globo estão ocorrendo em massa e em todas as empresas do grupo - TV, rádios, jornais, revistas, produtoras e serviços oferecidos nas plataformas digitais.
No início desta semana, conversando com ator do chamado "Primeiro Time da Globo", ele me disse que a situação é preocupante e constrangedora. Dos 600 empregados só da área da dramaturgia foram demitido uns 400. "Mas as demissões e reduções de salários estão ocorrendo em todos os setores, desde camareiros, faxineiros a medalhões do jornalismo", disse o artista.
A imprensa que trata desses assuntos há tempos vem noticiando a crise da Globo. E apontam que a queda de receita tem pelo menos duas causas: o avanço da propaganda via Internet, pela migração de público da TV para as mídias digitais, e queda na audiência em função do conteúdo com claro viés ideológico e teor de manipulação da Informação.