O presidente ilegítimo Michel Temer praticamente não governa o Brasil, por razão simples: esse não é o seu mister. E por ter de apropriar-se do poder, fez o trivial, receber a cartilha, segui-la, e dar conta do recado.
A cartilha veio do mercado. E seu representante autêntico é o ministro da Fazenda Henrique Meirelles. Meirelles, como se sabe, é banqueiro, e banqueiro portentoso, pois já presidiu instituição bancária no templo sagrado do capitalismo, os Estados Unidos, e por isso fiel defensor do mercado.
No Brasil, como também é sabido, o seu último emprego foi estruturar o Banco Original, da holding J&F, do megaempresário Joesley Batista, antes paparicando por todos, e agora vilâo do núcleo duro do governo.
O golpista Temer tem papel secundário, com pouca valia governamental, pois se especula inclusive que não saindo do enrosco das acusações de malfeitos e cair, e se for o substituto indireto, a equipe econômica continuará no leme.
A Temer coube, no brutal jogo do poder brasilis, aplacar a classe política direitista-elitista-conservadora congressual e adjacências para garantir as aprovações apressadas das alterações constitucionais em favor dos donos do poder.
Por isso o mandatário não estar nem aí para o povo, que cada dia que passa aumenta a sua reprovação, por saber que o povo é o principal prejudicado da cartilha que jurou obedecer.
Assim, não adianta perder tempo com o governo espúrio, por não servir para a Nação, mas para o que o mercado necessita para prosseguir na sua sanha doentia do rentismo e da garantia da lucratividade patrimonial.